Clique abaixo para ler diretamente a resposta da pergunta correspondente.
4 - O Santo Daime é uma religião?
5 - Este estado já não pode ser obtido através de meditação, jejuns e certas práticas de Raja Yoga?
6 - Como funciona, quimicamente, o Santo Daime?
7 - O Daime pode causar dependência?
9 - Existem restrições para dependentes químicos ou usuários de medicamentos fortes?
10 - Por que o Santo Daime é considerado uma religião xamânica da Nova Era?
11 - Os trabalhos do Santo Daime são pagos?
12 - Mas isto não vai contra o mandamento
14 - Vocês produzem o seu próprio Daime e vivem em comunidade?
17 - Como se insere esta questão dos Animais de Poder numa doutrina cristã?
22 - Como vocês chamam os encontros em que tomam Daime?
23 - A doutrina do Santo Daime segue os ensinamentos bíblicos?
24 - Existe culto a entidades na Doutrina do Santo Daime?
26 - A que egrégora está ligada a Doutrina do Santo Daime?
27 - São verdadeiras as acusações de que o Daime pode enlouquecer as pessoas?
28 - E a acusação de que o Daime faz lavagem cerebral?
29 - Qual é afinal a finalidade de se tomar Daime?
32 - Para estar na doutrina é necessário ser vegetariano?
34 - O que vem a ser o "fardamento"?
35 - Quais são os deveres do "fardado"?
36 - O que é hierarquia angélica ?
37 - Qual é o papel do Arcanjo Miguel nessa hierarquia ?
38 - Existem incompatibilidades entre certos medicamentos e o Santo Daime ?
O Mestre Saint Germain é o avatar da Era de Aquário, que se prenuncia e promete um período de equilíbrio entre a elevação espiritual e o progresso tecnológico no planeta. Contudo, esta transformação não ocorrerá como que por passe de mágica através de uma varinha de condão, mas mediante a introdução paulatina de um novo paradigma que norteará a vida na Terra em todos os âmbitos.
Este paradigma vem trazendo a noção de responsabilidade que a maturidade exige. Estamos deixando de ser crianças temerosas de castigo quando infringimos as Leis do Pai Divino para assumirmos a auto-suficiência moral.
Se a Era de Aquário acena com a liberdade, não podemos esquecer que esta é a contrapartida da responsabilidade, com sua ferramenta primordial: o auto-conhecimento. Como personalidade eclética que é, o Mestre Saint Germain se utiliza dos mais diversos métodos que sirvam à finalidade última da sua missão: alçar a humanidade a um superior patamar na sua evolução espiritual.
Nosso Mestre Irineu cristianizou a bebida sagrada, criando uma estrutura doutrinária ligada às tradições e ensinamentos dos Evangelhos. No entanto, a bebida em si é um milenar instrumento que em outras culturas já serviu e pode ainda servir como veículo a diferentes filosofias religiosas.
De acordo com nossa regra áurea, "o centro é livre". Portanto, mesmo mantendo o ritual do Mestre Irineu e os ideais do Cristo - que são universais e atemporais - há margem para que se desenvolvam ligações simultâneas, como, aliás, é o exemplo da Umbanda, que muitos núcleos daimistas praticam. Cabem, portanto, linhas de trabalho ligadas à Era de Aquário. Tudo depende da egrégora que assume a orientação dos trabalhos.
No âmbito da espiritualidade maior não existem sectarismos ou rivalidades, mas acréscimos que só enriquecem a diversidade.
Desde que "religião" significa a re-ligação do humano com a fonte Divina, poderíamos afirmar que sim, pois o estado de consciência produzido pelo Daime é de totalidade, estabelecendo uma intensa relação com o Divino em nosso interior: daí ser classificado como bebida "enteógena" (Deus dentro de si).
Esta totalidade abrange, não raro, o Cosmos infinito, com dimensões paralelas e seus habitantes. Desencadeia também, vivências ligadas à bagagem cultural / espiritual da pessoa. A este fenômeno denominamos miração.
Por outro lado, Se considerarmos os aspectos teológicos formais, o Santo Daime não é religião. Devido ao seu aspecto não dogmático, eclético e de caráter individual pode ser melhor definido como uma Escola esotérica.
É sabido que inúmeras práticas utilizadas por místicos de diversas orientações são capazes de produzir tais resultados. Aliás, Aldous Huxley faz interessantes comentários à respeito,nas "Portas da Percepção".
A diferença é que a ação do Daime não exige longos meses ou até anos de preparação. É rápida e profunda. Porisso, costumo dizer que o Daime chegou aos centros urbanos como uma chance de resgate para os retardatários.
A Rainha (psychotria viridis) possui um princípio ativo, a dimetiltriptamina (DMT) que, embora responsável pela miração, permanece inócua, devido à ação da monoamina oxidase (MAO) existente no corpo humano.
A presença do Jagube (banisteriopsis caapi), no entanto, por ser rico em alcalóides de beta carbolina (predominando a harmina e a harmalina),age de modo a inibir a ação desta enzima e,desta forma, permite que se manifeste o fenômeno da miração.
Jamais. O contato que o Daime propicia é um encontro íntimo com o verdadeiro Eu no interior de cada indivíduo, dentro da sua intimidade, sem censura e sem máscaras. Um trabalho constante e evolutivo como uma terapia.
Já o vício é a fuga desta mesma realidade , baseado na ilusão.
Acontece, sim, que muitas vezes a pessoa se farta de ver coisas dolorosas sobre si próprio e se cansa de ter que admitir que não dispõe de força de vontade suficiente para se transformar e se superar. Então, desiste de tomar Daime.
Qualquer um pode parar de tomar Daime quando bem desejar e, lamentavelmente, este número é muito grande, pois trabalhar com o Daime é árduo, requer muita coragem e muita firmeza de propósito. Não é recreação.
Existem muitos relatos sobre descondicionamento de dependência química através do uso do Daime. Para tal, é essencial a vontade da pessoa.
Certos medicamentos são incompatíveis e há necessidade de um estudo do caso.
Pessoas com histórico de psicose, esquizofrenia e outros distúrbios mentais não devem tomar Daime.
Uma das mais fortes características da tradição xamânica dos diversos continentes e sobretudo nas Américas é o trabalho com as Plantas de Poder.
Durante muitos milênios o seu uso sempre foi privilégio das classes sacerdotais e governantes.
A utilização indiscriminada da Ayahuasca, rebatizada de Santo Daime, por qualquer pessoa que para tal se habilite, inclusive no meio dos centros urbanos,
resultou de uma iniciativa do Mestre Raimundo Irineu Serra e do Padrinho Sebastião Mota Melo, numa espécie de democratização espiritual para que muitos se beneficiem e evoluam ràpidamente.
Faz parte da política espiritual do Mestre Saint Germain para a Era de Aquário, promovendo ampla abertura e levantando o véu do esoterismo em diversos segmentos, também restaurar e popularizar a prática xamânica com ou sem Plantas de Poder.
O ritual do Santo Daime é um trabalho de doação, mas tem um custo, como tudo na vida. Não poderíamos jamais esquecer o conceito que norteia a vida na Terra, que é o do sacrifício.
A luta diária pelo pão de cada dia é o sacrifício primordial. Há também o sacrifício de tempo, que é o mais simples, até o das transformações, bem mais complexo. A doação é um sacrifício e a vida neste planeta consiste num incessante dar e receber.
O feitio da bebida é uma tarefa árdua que requer tempo e esforço de muitas pessoas, que abrem mão de outras atividades - geralmente remuneradas - para se dedicar a esta empreitada, e isto tem um custo.
O espaço onde os trabalhos se realizam, como tudo que é vinculado ao plano físico, também demanda custo financeiro: chão, teto, água, energia elétrica, velas, incenso... até um lanche que as casas mais hospitaleiras têm o prazer de oferecer.
Então, faz parte da renúncia ao egoísmo, do espírito de solidariedade e cooperação dos participantes, contribuir para a cobertura desses gastos básicos, a fim de não ser pesado aos demais.
Quem usa de artifícios para se esquivar da contribuição, deve ficar ciente de estar sendo beneficiado graças ao sacrifício de terceiros - e isto não é salutar para a consciência de ninguém.
Neste mundo físico onde encarnamos, a condição primordial da existência consiste em constante permuta: das células do organismo, de valores, e de ar. Até o nascimento de uma planta buscando a luz através da terra árida, ou de uma ave, rompendo a casca do ôvo, implica em esforço.
Nada, absolutamente nada, se recebe sem sacrifício ou sem que se dê algo em troca. Às vezes, o tempo, ou a simples atenção.
Inclusive os atributos intelectuais não são outorgados aleatoriamente. São resultado de uma consequencia cármica, proveniente de alguma conquista anterior.Os grandes Mestres da humanidade galgaram esta posição, não através de alguma dádiva divina, mas mediante esforço e sacrifício que propiciaram a sua evolução, no decorrer de muitas encarnações
Ao contrário do que possam afirmar alguns, Deus não provê a subsistência das criaturas como "às aves do céu".
Todos os seres vivos, sem exceção, batalham dia a dia, muitas vezes em luta ferrenha, à fim de manter a saúde e a vida do corpo. Nós humanos, além da comida, temos o remédio, o vestuário, o abrigo - que não nos chegam sem sacrifício.
O trabalho, com sacrifício e recompensa, confere dignidade à vida humana. Aquele que vive como parasita, às custas do esforço de outros (pois alguém terá que arcar com o custo da sua subsistência), não se integra à rede da Vida.
Também no âmbito espiritual, nada é outorgado gratuitamente.
O valor de qualquer conquista se agrega à parcela de sacrifício. Não é por acaso que um dos requisitos para uma terapia ser bem sucedida é que ela seja paga, e jamais gratuita.
Se queremos nos beneficiar de algo, temos que concorrer para o seu custo. No caso do Santo Daime, ele transcende qualquer prêço, pois é inestimável, mas tem custo.
A verdadeira vida é eterna, aqui e lá - independente da dimensão em que momentâneamente se concretize. Mesmo que a limitação do corpo físico nos retrinja a uma perspectiva ilusória, estar encarnado na Terra é uma oportunidade inestimável para a nossa evolução e deve ser aproveitada ao máximo.
Assim sendo, temos o dever de tirar partido, da melhor maneira possível, de todas as condições que concorram para o nosso crescimento e superação plena dos nossos desafios cármicos.
Ocorre que o desenvolvimento das nossas aptidões inatas quando encarnados na Terra, depende do bom funcionamento do nosso "equipamento" físico, que por sua vez, necessita de alimento para funcionar. Não é possível ignorar que alimento tem um custo.
Da mesma forma, medicamento, higiene, educação, informação, locomoção, lazer... enfim, a infindável lista de necessidades que contribuem para que a nossa vida não se reduza a viver numa toca, alimentando-se de raízes - o que acarretaria condições muito pobres para a nossa evolução na escolaTerra - liga-se à inevitável realidade financeira.
A natureza é um manancial mas, ao mesmo tempo, pode proporcionar um ambiente hostil à sobrevivência humana. Adequar-se a essa potencial hostilidade à fim de aumentar a nossa expectativa de vida, demandou estudo e tecnologia - que têm um custo.
Voltar as costas para uma "vida de ilusão" na Terra, edificada sobre recursos materiais, significaria a negação de todas as conquistas da espécie humana que asseguraram valores que compõem o nosso patrimônio artístico e cultural, que alimentaram o nosso intelecto e o nosso espírito no decorrer de muitas vidas.
Se o custo da nossa vida em matéria requer dinheiro e pode degenerar em ganância, a responsabilidade deve recair exclusivamente sobre quem dele fez mal uso. Não está no dinheiro em si.´
Neste contexto, seria até oportuno questionar : o maior benefício que um milionário pode causar ao seu semelhante seria distribuir toda a sua fortuna aos pobres ou, criando uma empresa, proporcionar a eles uma vaga para trabalhar, multiplicando a prosperidade ?
Como em tudo, é importante discernir com equilíbrio, optando pelo caminho do meio.
Infelizmente, ainda não atingimos o ponto de dispor de um plantio suficientemente grande de rainha e jagube para produzir o nosso próprio Daime e porisso, ele é importado da floresta amazônica.
Somos um exemplo típico do que chamam "xamanismo urbano". 80% dos nossos membros está profissionalmente engajado no mercado de trabalho, de onde tiramos o nosso sustento.
Há, fora do nosso núcleo, muitas pessoas que vivem "para" o Santo Daime - o que resulta que algumas delas passam a viver "do" Santo Daime. Optar pelo meio de vida que melhor nos convém tem a ver com a liberdade individual, os anseios de realização pessoal e o destino de cada um.
Nós, do Céu da Águia Dourada, exercemos na sociedade outras atividades paralelamente à prática religiosa, embora esta permeie as nossas atitudes no dia a dia. Consideramos que decisiva não é a forma de vida, mas o bom desempenho dos desígnios cármicos individuais, sempre em compatibilide com a bagagem cultural e espiritual de que dispomos.
Se a dedicação integral à doutrina é louvável, expor-se diàriamente, sendo à cada momento testado na selva urbana é um desafio difícil e não menos valoroso. Não nos cabe determinar modelos ou avaliar méritos.
A permanente transformação é a tônica do Universo, no micro e no macro. Nossa vida na Terra não poderia constituir exceção. Mudanças ocorrem constantemente em todos os âmbitos: éticos, científicos, sociais, enfim, à cada dia , novas possibilidades e diferentes padrões se apresentam.
Na época do Mestre Irineu e do Padrinho Sebastião, na Colônia 5000 e depois no Céu do Mapiá, foi assim e ainda hoje, em alguns lugares, pode continuar sendo.
No momento em que a doutrina do Santo Daime se expandiu para fora da floresta amazônica, englobando habitantes de centros urbanos, com outro tipo de formação, consequentemente outras formas de convivência se impuseram.
Sendo o Daime um instrumento de auto-conhecimento, ele deve nortear a conduta da pessoa, para que seja bem sucedida na missão que lhe foi destinada e propiciada pela sua trajetória de vida, desde o nascimento.
Não há regra e cada um é livre para optar pela forma de vida que melhor lhe convier - e ao seu aprendizado.
Trabalhar com o Santo Daime não implica em abdicar das suas conquistas profissionais e valores nelas implícitas. Implica em abdicar de maus hábitos - e este é um desafio extremamente válido, num ambiente onde se é colocado à prova, em meio à violência, ansiedade e competição desenfreada dos grandes centros urbanos.
Existe uma padronização ritualística, mas "o centro é livre". O Santo Daime é dinâmico, e desde que se expandiu pelo Brasil e pelo exterior, como autêntico paladino da Era de Aquário, foi permeável a culturas diversas, sabendo abarcar em si, várias transformações e adaptações.
Cada egrégora passou a manifestar com pujança e autoridade a sua herança espiritual e o seu vínculo particular, no astral.
Porisso, se um comandante já trabalhava, por exemplo, com guias espirituais de Umbanda, ele pode agregar este tipo de trabalho ao ritual do Santo Daime. O mesmo ocorre com outras linhas.
No entanto, quem foge um pouco da ortodoxia ditada pelas normas estabelecidas pelo nosso inesquecível e sempre prezado Mestre Irineu no CICLU, deve, òbviamente, dispor de capacidade para responder com plena responsabilidade pelo que faz.
Não há incompatibilidade, pois a bebida Santo Daime proporciona a abertura de várias vertentes. Algumas pessoas têm afinidade com a linha xamânica - na qual, afinal, a Ayahuasca se origina - e vivenciam experências dessa natureza.
Sentem-se profundamente conectados com animais, na sua essência arquetípica. O totem animal torna-se um aliado e professor, pois dele temos oportunidade de receber determinado ensinamento. Este contato é ocasionado através de uma simbiose com a natureza vegetal / animal, podendo ocorrer, inclusive, transformação auto-simbólica.
Aliás, um estudo da mitologia grega, da religião egípcia e do Hinduismo, muito pode contribuir para uma melhor compreensão deste interessante assunto.
O Mestre Irineu ( assim como também o Padrinho Sebastião ) vinha de formação católica ligada às raízes populares. Ambos realizaram estudos no Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento , com raízes cristãs. É natural que o alicerce da doutrina do Santo Daime se sedimentasse nesta origem, o que , aliás só trouxe benefícios
No entanto,o universo é dinâmico e tudo se transforma. Querer pretender que alguma coisa se mantenha extática, significa ir contra as leis da natureza.
Além disso, também foi decretado que "o Centro é livre". Portanto, que todas as oportunidades e contribuições sejam aproveitadas, se o objetivo for o crescimento espiritual.
Uma das características mais marcantes da Era de Aquário é o livre arbítrio exercido através da liberdade responsável. Outra é a diversidade de egrégoras que atuam no plano espiritual através, principalmnete, das doutrinas florescentes nesta época - como é o caso do Santo Daime.
Assim, é normal que acabem surgindo conflitos de idéias que só enriquecem o leque de opções.
A Planta de Poder é um Ser Divino e todos que Êle toca, são por Êle escolhidos e, de certa forma, abençoados.
De nossa parte, reverenciamos todas as linhas que se devotam a trabalhar sincera e verdadeiramente com a Ayahuasca / Vegetal / Santo Daime. Discriminar co-irmãos significaria, no final das contas, desrespeito para com a autoridade do próprio Ser Divino.
A principal Lei que rege o Universo, no macro e no microcosmos, é o movimento e a conseqüente transformação. Nem no espaço sideral nós ocupamos o mesmo lugar que ontem. As particulas sub-atômicas se comportam de maneira nem sempre previsível. Seria absurdo pretender que qualquer coisa, seja material, intelectual ou espiritual se mantivesse extática.
Tudo evolui e se adapta.
Transformações não devem constituir motivo de preocupação, desde que se tenha algo positivo e relevante a acrescentar e esteja em condições de responder pelo seu trabalho.
De forma alguma, dado que não aceitamos a idéia de" pecado", mas de comportamento incompatível com determinado propósito.
A restrição sexual não é criação nossa, mas faz parte de toda tradição esotérica nas práticas ritualísticas desde tempos imemoriais.
Na verdade ela não tem cunho moral, pois a associação entre sexo e uma possível transgressão pecaminosa é criação muito recente na história da humanidade, e o verdadeiro motivo é energético.
Como se sabe, os chakras existentes no corpo etérico, agem como transmissores de energia, alterando a atividade das glândulas endócrinas, no plano físico. Essas glândulas afetam as funções orgânicas, mentais e emocionais.
A atividade do primeiro chakra, situado na base da coluna vertebral, determina a nossa ligação com o plano material mais denso, nos ancorando à Terra . É a sede do instinto sexual, da luxúria., do impulso para a satisfação imediata e individualista, por estar diretamente ligado à sobrevivência.
Já o segundo, situado ao redor dos órgãos sexuais, também está associado à prática sexual, porém com uma conotação mais sensual, mais voltada para o parceiro e o prazer.
Uma vez que o ato sexual estimula ambos os chakras, é óbvio que, retendo energia durante algum tempo, provocará um estado mental / energético / emocional totalmente incompatível com o propósito que a atividade espiritual deseja atingir, que é alcançar determinados resultados que só poderão ser alcançados mediante a plena atividade dos chakras superiores.
A recomendação é simplesmente porque prejudica a atividade dos chakras superiores, responsáveis pelas viagens astrais, pela visão e audição em outros planos, pelo contato com planos superiores, enfim, pelos estados alterados de consciência - que são o propósito do nosso trabalho.
Seguir os ensinamentos bíblicos - ou quaisquer outros contidos nos livros considerados "sagrados " pelas diversas civilizações da Terra - tange a afinidade espiritual de cada um. O propósito de quem toma Daime é atingir um nível de maturidade tal que poderá prescindir de orientação literária e mensageiros.
O ideal é alcançar um estágio que permita a cada um receber ensinamentos dentro da autêntica tradição iniciática : escutando a voz da sua consciência Divina, que é o Mestre Interior, e assumindo total responsabildade pelos seus atos. Aliás, se bem observarmos, o "livro" por excelência, parece ter sido escrito pela nossa Mãe Natureza e pelo nosso Pai Cósmico.
Acima de tudo, a Deus Supremo Arquiteto do Universo. A doutrina do Santo Daime foi regulamentada pelo nosso querido Mestre Irineu Serra, mediante instruções da Rainha da Floresta, o Sagrado Princípio Feminino, a Mãe Universal que em nosso planeta se manifesta em todas as formas de Vida. A Ela, o nosso profundo amor.
O Cristo, na pessoa dos inúmeros Bodhisatwas e Avatares das diversas eras, assim como os Mestres da Grande Fraternidade Branca, são o exemplo maior, o estágio que almejamos um dia alcançar.
De resto, existem as devoções, as referências adquiridas no decorrer da trajetória de cada um, muitas vezes acumuladas em várias existências. O Centro é Livre e, citando o próprio Evangelho: "a casa de meu Pai tem várias moradas".
Censura é algo incompatível com a Liberdade do Santo Daime.
No entanto, é importante ressaltar que práticas e conceitos que se choquem com os princípios sustentados pela nossa egrégora, não encontram terreno e acabam se afastando voluntàriamente.
Egrégora é uma espécie de forma-pensamento alimentada pela energia mental de um grupo, com uma determinada intenção. Nas instituicões espirituais voltadas para a autêntica evolução, é gerada por uma hierarquia de Seres de Luz, Mestres, Anjos, enfim, a variedade é grande,pois inúmeros integram a Corte Celestial.
A energia gerada pela egrégora tem por finalidade beneficiar a todos que dela se valem, para auxiliá-los no seu processo individual de auto-conhecimento e evolução, promovendo o seu alinhamento e conexão com as hierarquias Divinas.
Originalmente, à Rainha da Floresta e ao Cristo Cósmico na pessoa do Mestre Jesus, avatar da Era de Peixes. Com a enorme expansão da doutrina e o consequente intercâmbio com culturas religiosas muito diversificadas e seres humanos de diferentes origens cármicas, outras egrégoras se formaram nos diversos Pontos de Daime, como por exemplo, ligadas ao Arcanjo Miguel, S.João Batista, Rei Salomão ou a guias de Umbanda. Independente disso, a reverência à egrégora original sempre se mantem, como forma de gratidão e lealdade. Esta compatibilidade é possível porque no âmbito verdadeiramente espiritual - ao contrário do que se costuma presenciar na história terrestre - não há rivalidades nem disputas.
O Senhor do Universo é um só e muitas são as suas linhagens. Qualquer caminho que se alinhe sinceramente com a Luz do Criador Universal, com Ela se conecta.
Por sua vez, a egrégora que sustenta os trabalhos no Céu da Águia Dourada pertence às energias que atuam na natureza, às quais denominamos - segundo a tradição africana - Orixás, representadas em primeiro lugar pelo astro Sol. O patrono da Casa é o Mestre Saint Germain, designado pela Grande Loja Branca como responsável pela Era de Aquário.
Pessoalmente, jamais presenciei fatos deste tipo. Muito ao contrário, o Daime estabelece equilíbrio mental - desde que não haja algum comprometimento neurológico. Há também que ser observada restrição com respeito a determinados medicamentos. Independente das dificuldades enfrentadas durante os trabalhos, o fato é que eles invariàvelmente terminam bem, com os participantes gratificados pelo muito que se recebe e aprende. Tudo é também uma questão de segurança espiritual do local onde o trabalho se realiza.
Pelo contrário, o Daime é um instrumento que serve ao discernimento e não vicia. Não costumamos convidar ninguém para tomar Daime e muito menos prendemos as pessoas com algum tipo de compromisso. O compromisso da pessoa é exclusivamente com o seu Eu Superior e ela tem total liberdade para deixar de tomar Daime quando bem entender. O Daime é uma Escola. Quem achar que já aprendeu o suficiente ou que já não está disposto a enfrentar os desafios que a auto-transformação impõe, pode e deve parar.
Por outro lado, se alguém se torna fanatizado diante das maravilhas que o Daime mostra e as perspectivas fantásticas que se abrem para si, cabe ao Comando da Casa, tentar fazer com que a pessoa coloque os pés no chão e prossiga vivendo de forma produtiva e equilibrada, cumprindo bem a finalidade da sua estada na Terra.
Quem entra para a Escola do Santo Daime é para, a cada trabalho, se defrontar com as verdades - muitas vezes inconfessadas / inconfessáveis do seu Eu, para, através do auto-conhecimento, não reincidir nos erros e se curar das mazelas que nos levam ao sofrimento. É como uma terapia - só que com o Terapeuta Divino, sem intervenção de terceiros. Em segundo lugar, há a possibilidade de se conhecer outros reinos, através de viagens astrais. E,finalmente,o mais gratificante, que é se conectar ao Divino. Sentir, sem a mínima sombra de dúvida, a Presença Divina.
Trabalhar com o Santo Daime exige seriedade, perseverança e coragem.
Conforme disse, o Santo Daime é uma Escola, onde cada discípulo se encontra num diferente nível de graduacão e cada um é responsável por si, exercendo o seu livre-arbítrio.
Quem toma Daime, a ele deve prestar contas das suas atitudes. Com respeito aos conflitos, depende do Comando da Casa ser capaz de dar exemplo e saber exercer a sua autoridade espiritual para coibir atitudes incompatíveis com o objetivo dos trabalhos.
Porque não colocaram em prática tudo o que o Daime mostra, operando a sua transformacão.
O Daime não violenta ninguém. Durante um certo tempo , ele cobra. Depois, se a pessoa insiste em se envolver em manobras de fingimento, o Daime adere a esta pantomima e o que se apresenta é patético e deplorável, gerando esta sua observação, que infelizmente não passa desapercebida a ninguém. Até que um belo dia, nesta vida ou em outra, a pessoa finalmente acorda e vai chorar muito pelo tempo / oportunidade perdidos. Os referidos irmãos são os únicos responsáveis pelas suas atitudes.
Ao que me consta, nem o Mestre Irineu, o Padrinho Sebastião ou os patriarcas da doutrina eram vegetarianos. Tampouco o Mestre Jesus, se dermos crédito aos Evangelhos, o era.
A dieta não deve ser imposta. Cada um deve se alimentar de acordo com a sua intuição, procurando escutar as mensagens do seu próprio corpo e, logicamente, seguindo o bom senso, de acordo com o que se conhece cientificamente sobre nutrição. Aliás, se bem me lembro, o próprio Mestre Jesus disse, certa vez, que o que entra pela boca é irrelevante e importante é o que sai dela.
Trata-se de autêntica Planta Mestra, quando usada corretamente, em ritual específico e independente. No entanto, não vejo qualquer tipo de contribuição que possa vir a acrescentar quando associada ao Santo Daime, que considero o mestre por excelência e completo em todos os sentidos, dispensando a contribuição de outra planta.
O adepto do Santo Daime , por utilizar um enteógeno que, devido a preconceitos, já ocupa uma frágil posição e depende de autorização legal, não deve absolutamente se expor, colocando em risco a própria legalidade do Santo Daime que é o nosso bem maior e insubstituível.
Acabar sendo enquadrado em atividade criminosa e se sujeitar a vexames é inadmissível para quem trilha o caminho espiritual e deveria servir de modelo.
O seu uso, portanto, não é permitido no âmbito do Céu da Águia Dourada.
Fora da esfera que me compete, não me cabe emitir julgamentos.
No entanto, é pertinente chamar atenção para atividades que, utilizando o álibi "espiritual", estão na verdade mascarando um vício como qualquer outro. Qualquer tipo de dependência, seja ela física, psíquica ou emocional, constitui gravíssimo entrave para a escalada evolutiva dentro da espiritualidade e deve ser combatida no íntimo de cada buscador sincero.
Embora, ao contrário de outras linhas que utilizam a sagrada bebida Ayahuasca, a Escola do Santo Daime seja franqueada durante período indeterminado a frequentadores que jamais venham a assumir o compromisso do Fardamento, este significa o reconhecimento pessoal de adesão formal à egrégora denominada Império Juramidam e ao seu próprio Mestre Interior.
É um ato de gratidão perante a magnitude dos ensinos que vem recebendo e de entrega à senda de transformações pessoais responsáveis pela sua evolução espiritual. Essa gratidão se traduz em compartilhar aquilo que até então se limitou a receber, uma vez que o fardado passa ser um elo atuante dentro e fora da corrente.
Incluir-se no corpo de fardados do Império Juramidam requer discernimento para assumir o seu livre-arbítrio e, superando entraves cármicos, manter-se sempre em equilíbrio para se conectar com o Divino, usufruindo da proteção que Dele provém.
A iniciativa de se fardar pode vir em resposta a uma miração ou simplesmente como ato de gratidão e desejo de servir. Como não implica em privilégio, mas, muito mais, em compromisso, não deve jamais ser conseqüência de um ímpeto de vaidade. Como não se trata de filiação numa agremiação social, ninguém deve se fardar simplesmente com a finalidade de acompanhar o seu parceiro fardado.
Como todo rito iniciático marca, não a concretização, mas o início de uma “vida nova”, o fardado deve ter consciência de estar inserido num processo de aprendizado dinâmico onde “muito será cobrado de quem tanto recebeu”.
Conforme bem definiu Júlio da Mata, comandante da Casa de Maria Damião, o fardado encontra-se diretamente conectado a três egrégoras que se complementam:
- a da linha do Daime , que é o Mestre Império Juramidam e, por sua vez, se insere na egrégora ancestral da Ayahuasca.
- a do Ponto de Daime onde realiza os seus trabalhos – que não precisa, necessàriamente, ser onde a pessoa se fardou.
- a do Comandante deste Ponto, que se encontra, momentâneamente, na posição de guia e orientador do seu aprendizado e desenvolvimento espiritual.
Esta conexão tripla implica em defesa e apoio , desde que a pessoa esteja em plena sintonia com a corrente e harmonizado com os propósitos do trabalho.
O elo entre o fardado e o comando da Casa é profundo e deve ser cultivado através de respeito e lealdade. Como elo de uma corrente, deve, na medida do possível, estar presente a todos os trabalhos. Não cabe ao fardado, durante os trabalhos, usufruir de privilégios, mas assumir a posição de anfitrião, zelando por aqueles que necessitarem o seu auxílio. Ser fardado não assegura qualquer tipo de superioridade, principalmente se considerarmos que muitos dos não-fardados podem se encontrar num estágio espiritual superior ao seu. Durante os trabalhos e na condição de membro da sociedade, é importante que o fardado tenha sempre presente, no seu cotidiano, o fato de estar representando uma egrégora que deve honrar e por cujos princípios deve zelar.
Ser fardado implica em submissão incontestável à Verdade transmitida pelo seu Mestre Interior que, como em todas as Escolas de caráter esotérico, “fala ao pé do ouvido”, exigindo postura condizente com o seu novo patamar de maturidade espiritual e cobrando coerência nas suas atitudes. Deve evitar todo tipo de envolvimento com a vida alheia, restringindo-se às situações, peculiaridades e problemas da sua vida pessoal, evitando conversas fúteis e de caráter confidencial que envolvam terceiros. Ser discreto e conseguir guardar segredos é uma condição primordial para quem se empenha em trilhar o caminho da evolução espiritual. Da mesma forma que o fardado pode contar com a assistência incondicional do seu Padrinho / Madrinha, deve, por outro lado, se colocar ombro a ombro para assumir as responsabilidades materiais que um ponto de Daime requer, assegurando a provisão do nosso Sacramento e o conforto seu e de todas as pessoas que a esse espaço recorrem.
A hierarquia angélica é parte integrante do Reino Dévico, que vai desde os arquétipos e elementais, culminando nas divindades da natureza denominadas Orishás. Encontram-se em elevado grau de pureza, sendo responsáveis pela circulação de energia e manifestação da Vida no planeta. Não dispõem de corpos físicos e os níveis etéricos são o seu limite de manifestação mais densa. Tratando-se de uma hierarquia que evolui paralela à linha evolutiva humana, o relacionamento consciente entre a espécie humana e a hierarquia dévica é difícil, uma vez que requer uma elevação vibratória que possibilite esta sintonia entre o etéreo e o denso. Espera-se, numa futura etapa evolutiva da humanidade , que este contato se estabeleça de forma mais efetiva.
A hierarquia angélica, trabalhando no âmbito espiritual, tem como função principal estimular a evolução humana neste plano, transmutando cargas psíquicas do mental e do emociona e harmonizar as vibrações até o plano etérico, irradiando vibrações harmonizadoras que equilibrem os conflitos do plano material. Alguns membros graduados desta hierarquia são destacados para trabalhar com carmas coletivos, distribuindo e controlando energias de determinadas etnias ou nações.
Já em épocas remotas, os arcanjos , como membros graduados da hierarquia angélica, estiveram estreitamente ligados à hierarquia Ashtar, O seu núcleo situa-se em níveis extraplanetários , desperta o fogo cósmico – partícula da Vida Única -no interior de cada ser e atua como elo entre o planeta Terra e outros astros do espaço sideral.
Conhecido na tradição judaica como Misha el ( “quem é como Deus ?” ) , o Arcanjo Miguel é o comandante geral da hierarquia Ashtar , responsável pelas operações de transmigração das forças involutivas da Terra – e se intitula Ashtar Sheran.
A energia de amor e poder de Ashtar Sheran auxilia no processo de ascensão dos seres humanos e atua como ponte para o contato com os mundos que os aguardam, nesta e em outras galáxias.
Estando a sua atuação sempre diretamente ligada ao resgate dos seres que optaram, através do livre-arbítrio, por outros rumos evolutivos, atualmente a hierarquia Ashtar dedica-se a operação de higienização espiritual do planeta Terra.
Se no passado encarregaram-se da transferência dos provenientes de outro orbe para o planeta Terra, hoje a hierarquia Ashtar traça os planos e começa a por em execução a migração daqueles que estão impedindo o ingresso da Terra numa etapa evolutiva superior.
Segundo o Dr. Eliseu Labigalini Jr. ( médico psiquiatra e pesquisador do PROAD e da EPM e da UNIFESP) , os únicos medicamentos que atualmente podem trazer algum problema para quem vai tomar o Daime são as substâncias chamadas serotoninérgicas - que aumentam a serotonina (neutrotransmissor) no cérebro. Elas podem provocar uma potencialização do efeito do Daime, causando uma crise hiper-serotoninérgica. As substâncias que mais têm esse efeito são os antidepressivos que contém fluoxetina - seus nomes comerciais mais conhecidos são: Prozac ,Daforin, Eufor e Verotina .
Quanto a outros antidepressivos não tão específicos em relação à serotonina quanto o Prozac, a pessoa deveria se submeter a uma avaliação médica. Seria o caso de antidepressivos mais modernos - como a sertralina e a paroxetina. O ideal seria a pessoa interromper tal medicação no mínimo uma semana antes de participar do trabalho, voltando a tomar a medicação no dia seguinte ao trabalho. Importante é evitar tomar junto com o Daime.
Não. Não realizamos trabalhos de Umbandaime e tampouco giras de Umbanda. Quando citei as energias da natureza denominadas Orixás, referia-me às divindades africanas. Orixás são divindades africanas, como Ceridwen é celta e Kali hindu - cada uma com a sua forma específica de culto e ritual. Da mesma forma que existe uma maneira original Wicca de se cultuar Ceridwen, cultua-se Kali de acordo com a tradição do Hinduismo e Yemanjá à maneira Yorubá. Não me cabe entrar no mérito dos que criaram uma forma abrasileirada de adotar e cultuar os Orixás, agregando elementos de outras origens e modificando a ritualística, pois é assunto que diz respeito ao livre-arbítrio de cada um. No entanto, para nós, Orixás permanecem energias Divinas da cultura africana e são tratados exclusivamente dentro da tradição e ritualística à qual pertencem.
A experiência que o Santo Daime pode proporcionar é, indubitàvelmente, inesquecível e de marcante transcendência para quem dispõe de sensibilidade - atributo que todo buscador espiritual geralmente tem. Continuar participando dos trabalhos requer disciplina e força de vontade, pois acarreta abrir mão de opções de lazer ou outras atividades que já estavam integradas na rotina da pessoa. Empenhar-se no programa de aprendizado e cura que o Daime demanda, é tarefa que exige não só a freqüencia aos trabalhos mas principalmente a disponibilidade interna para abandonar a zona de conforto, encarando os desafios dolorosos que o conhecimento de si mesmo e a auto-transformação impõem. Então, acaba sendo mais cômodo guardar a bela lembrança e não se comprometer - ou ir adiando a intenção de retornar, pois " a vida é tão longa, que o melhor é aproveitar mais um bocadinho e relegar essa árdua tarefa para mais tarde".
Posso responder apenas pela orientação que seguimos no Céu da Águia Dourada.
De acordo com a Lei Universal de Causa e Efeito – a Lei do Carma, fruto da Sabedoria Arcaica, a cada pessoa cabe total responsabilidade por todos os seus atos, tanto do passado, como do presente e do futuro.
Assim sendo, não seguimos mandamentos ou regras de conduta. Principalmente da pessoa que toma Daime, espera-se que já tenha atingido maturidade espiritual suficiente para discernir e exercer o seu livre-arbítrio de forma responsável e construtiva para a sua própria evolução.
Quem age de forma a acarretar conseqüências nefastas para os outros, estará ciente de vir a criar padrões cármicos negativos para si. Se, ao contrário, tiver atitudes benéficas , criará para si padrões cármicos positivos.
Deus, na sua perfeição absoluta, criou a sexualidade e jamais condenaria a sua própria criação.
Dentro da sexualidade não há “opção”. A orientação do desejo sexual independe da vontade individual. Para o ser humano cabem sempre as possibilidades do desejo sexual direcionado para alguém do sexo oposto, do mesmo sexo ou de ambos os sexos.
Para a variedade e inúmeros matizes da sexualidade humana não existem regras fixas e a orientação de cada um é assunto de foro íntimo, que diz respeito a liberdade individual.
Como em qualquer tipo de relacionamento afetivo – independente da orientação sexual – espera-se que sejam cultivados o amor generoso, a cooperação, o companheirismo, a dedicação, a integridade e sobretudo, o respeito pela individualidade de cada um.
Perante a Lei Universal de Causa e Efeito, o apego, a ganância, o egoísmo, a inveja, a ignorância preconceituosa, a sensualidade vulgar sem qualquer vínculo afetivo, a promiscuidade, o desrespeito, a falsidade que gera o sofrimento alheio, criam comprometimentos cármicos realmente negativos - e não a orientação sexual voltada para um indivíduo do mesmo sexo.